Home AAN 2021 - Notícias A utilização de neurofilamentos leves como biomarcadores na neurite óptica

A utilização de neurofilamentos leves como biomarcadores na neurite óptica

- Publicidade -

Estudo apresentado por Glória Dalla Costa investigou se os níveis de NfL das amostras colhidas depois dos primeiros sintomas seriam um marcador precoce e prognóstico na evolução da doença 

Por Isadora Wasserstein Anghinah, aluna de graduação em medicina UniNove – Iniciação científica – com supervisão de Dr. Renato Anghinah (CRM 67144) 

O estudo Serum neurofilaments predict recovery after acute optic neuritis, apresentado por Glória Dalla Costa durante o AAN Annual Meeting 2021, analisou os novos biomarcadores na neurite óptica (NO)uma doença imunomediada do nervo óptico fortemente associada à esclerose múltipla (EM). 

Mesmo que o prognóstico visual da neurite óptica geralmente seja favorável, o grau de remissão varia consideravelmente e está associado com a perda axonal dos nervos ópticos, que pode ser quantificada pela tomografia de coerência óptica (OCT). Os neurofilamentos de cadeia leve (NfL) fazem parte do citoesqueleto axonal dos neurofilamentos e são liberados diante do dano axonal imunomediado, durante neurite óptica na EM. 

O objetivo dos pesquisadores era investigar se os níveis de NfL das amostras colhidas depois dos primeiros sintomas de neurite óptica seriam um marcador precoce e prognóstico na evolução da NO. 

Participaram da pesquisa 31 pacientes que apresentaram a doença como um primeiro evento desmielinizante. Esses indivíduos foram submetidos a testes visuais, OCT, ressonância magnética e exame de líquor. Os níveis de NfL foram medidos no líquido cefalorraquidiano (LCR) através do aparelho Ultra-Sensível SIMOA HD – X – Quanterix. 

Mudanças longitudinais na diferença interocular, na acuidade visual e nos parâmetros do OCT foram escolhidas como medidas de resultados primários de perda visual para explicar a variabilidade interindividual. Análises estatísticas multivariadas foram usadas para aferir o fator prognóstico dos níveis básicos de NfL nas mudanças da visão durante o acompanhamento longitudinal. 

 Os pacientes com média de idade de 37,3 anos, sendo 71% mulheres, tiveram um acompanhamento médio de 27,6 meses. Os pesquisadores observaram que a diferença de acuidade visual interocular diminuiu ao longo do estudo, enquanto a espessura da camada de fibras nervosas da retina aumentou expressivamente. O nível basal de NfL acima de 75oile foi significativamente associado com o aumento da diferença de acuidade visual interocular e variação na espessura da camada de fibras nervosas da retina. 

O estudo concluiu, portanto, que o NfL é um promissor biomarcador do resultado/desfecho da visão após a neurite óptica. 

Referência: 

Costa GD, “Serum neurofilaments predict recovery after acute optic neuritis”. Poster Session, Abstract 006, AAN2021  

 

Aviso Legal: Todo conteúdo deste portal foi desenvolvido e será constantemente atualizado pela Oncologia Brasil, de forma independente e autônoma, sem qualquer interferência das empresas patrocinadoras e sem que haja qualquer obrigação de seus profissionais em relação a recomendação ou prescrição de produtos de uma das empresas. As informações disponibilizadas neste portal não substituem o relacionamento do(a) internauta com o(a) médico(a). Consulte sempre seu médico(a).

- Publicidade -
MDHealth Educação Médica Independente
Somos a 1ª empresa de educação médica independente do Brasil e América Latina, provendo soluções para profissionais e empresas que atuam na área da saúde.
- Publicidade -

Mais Lidas

- Publicidade -

Notícias Relacionadas

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site usa cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.