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Anticorpos como biomarcadores nas encefalites autoimunes

Durante o AAN Annual Meeting 2021, a apresentação do trabalho Autoimmune encephalitis antibody biomarkers: Frequency, age and sex associations, apresentado por Kunchok A, trouxe uma importante reflexão sobre as encefalites mais prevalentes e os fatores capazes de influenciar no raciocínio diagnóstico

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Durante o AAN Annual Meeting 2021, a apresentação do trabalho Autoimmune encephalitis antibody biomarkers: Frequency, age and sex associations, apresentado por Kunchok A, trouxe uma importante reflexão sobre as encefalites mais prevalentes e os fatores capazes de influenciar no raciocínio diagnóstico

Por Isabela Padula de Vasconcelos Costa, aluna de graduação em medicina UniNove – Iniciação científica – com supervisão de Dr. Renato Anghinah (CRM 67144)

 

O pesquisador se baseou em dados provenientes do laboratório de Neuroimunologia da Clínica Mayo para analisar a prevalência de encefalites autoimunes (EA), em relação a sexo e faixa etária. Para isso, foram cruzados dados referentes à idade, gênero e IgG-biomarcadores de EA dos pacientes. 

Após a análise de 41.666 pessoas, que haviam sido investigadas por suspeita de EA, sendo 23.770 por meio de marcadores no líquido cefalorraquidiano (LCR) e 27.897 em soro, apenas 814 pacientes adultos e 250 crianças (4% do total da amostra) foram positivos. Esta avaliação buscava os seguintes biomarcadores para EA: 

  • NMDA-R-IgG 
  • AMPA-R-IgG 
  • GABAB-R-IgG 
  • CASPR2-IgG 
  • LGI1-IgG 
  • GAD65-IgG [soro >20nmol0] 
  • CRMP5-IgG 
  • anfisin-IgG 
  • PCA1/2/Tr-IgGs 
  • ANNA1/2/3-IgGs 
  • GFAP-α-IgG 
  • mGluR1-IgG 
  • DPPX-IgG 
  • MOG-IgG1. 

Foram também avaliadas as associações etárias e sexuais, por meio de regressão logística multivariada.  

Quando positivos, os biomarcadores mais comumente detectados em pessoas adultas com EA foram: NMDA-R-IgG (45%) > GAD65-IgG (19%) > LGI1-IgG (13%). Já nas crianças, os mais frequentes foram: NMDA-R-IgG (53%) > MOG-IgG1 (32%) > GAD65-IgG (7%). 

Além disso, os pesquisadores puderam concluir que as associações etárias e sexuais identificadas podem sugerir influências específicas paraneoplásicas, endocrinológicas ou de envelhecimento na autoimunidade neurológica. 

Portanto, ter ciência de tais diferenças pode ser determinante para guiar o melhor caminho diagnóstico.  

Referência: 

Kunchok A. Autoimmune encephalitis antibody biomarkers: Frequency, age and sex associations. Poster Session Abstract 031,AAN2021 

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