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Associação entre alteração da substância branca e função cognitiva na Doença de Alzheimer

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Em apresentação realizada durante o AAN Annual Meeting 2021, especialista discute o papel dos marcadores atualmente propostos para a doença, focando aspectos clínicos, de neuroimagem e suas associações diagnósticas 

Por Abner Judson Pereira Torres, aluno de graduação em medicina UniNove – Iniciação científica – com supervisão de Dr. Renato Anghinah (CRM 67144) 

Em apresentação realizada durante o AAN Annual Meeting 2021, a autora Sharon Lam chama a atenção para a importância das alterações da substância branca na doença de Alzheimer (DA) e discute o papel dos marcadores atualmente propostos para a doença, focando aspectos clínicos, de neuroimagem e suas associações diagnósticas. 

As evidências que sustentam a ideia de que a doença de Alzheimer tem múltiplos fatores fisiopatológicos e de que seria uma doença com causas heterogêneas vem ganhando força. O grupo de trabalho do NIA-AA 2018 de estruturação e pesquisa propôs uma definição com base biológica para DA, baseada em biomarcadores de neuroimagem e cerebrospinal fluid (CSF) apoiados nas proteínas beta-amiloide (A) e TAU (T) e neurodegeneração/atrofia (N) para classificar os indivíduos ao longo da evolução da DA. 

A doença vascular usualmente coexiste com a DA e estudos anteriores sugerem que uma grande hiperintensidade de substância branca (WMH) nos exames de imagem é um marcador para doença vascular, estando associado com um declínio global na cognição ou em domínios cognitivos específicos. 

Os pacientes foram divididos em três grupos: 

  • o grupo dos biomarcadores negativos (A, T e N ausentes); 
  • os com biomarcador beta-amiloide negativo, mas proteína T presente; 
  • e o grupo com todos os biomarcadores presentes (A, T e N). 

O aumento da presença do WMH foi associado a uma pior função executiva nos indivíduos normais e no CCL, porém à pior memória somente nos pacientes com CCL. Quanto aos três grupos dos marcadores para DA, o WMH foi associado à piora da função executiva somente no grupo do biomarcador beta-amiloide negativo mais proteína tau presente e sem atrofia na neuroimagem. Os grupos A, T e N ausentes e A, T e N presentes não apresentaram associação direta. Quando avaliada a piora da memória dos pacientes, o mesmo ocorreu, não sendo possível associar o aumento dos níveis de beta-amiloide com o WMH. 

Portanto, apesar de o WMH ser uma importante evidência das funções cognitivas afetadas em indivíduos controle e com CCL, ambos devem ser tratados como independentes no diagnóstico do paciente. 

Referência: 

Sharon L., Association Between White Matter Disease and Cognitive Function is Independent of Alzheimer’s Disease Biomarker Profile. Poster Session Abstract 035, AAN2021. 

 

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