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Estudo analisa cefaleia causada por uso excessivo de medicamentos

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Trabalho “Acute Migraine Medication and Medication Overuse Headache: A Systematic Literature Review” descreve situação de risco para uma população com fácil acesso a medicamentos

Por Isabela Padula de Vasconcelos Costa, aluna de graduação em medicina UniNove – Iniciação científica – com supervisão de Dr. Renato Anghinah (CRM 67144)

Apresentado por Alison Deighton durante o AAN Annual Meeting 2021, o ensaio analisa pacientes que, buscando uma solução fácil para crises de migrânea, podem se tornar dependentes do uso de medicação, ingerindo doses acima do recomendado, e gerando um transtorno secundário: a cefaleia por uso excessivo de medicamentos (CEM). O trabalho destaca que 30% dos pacientes com cefaleia atendidos em clínicas especializadas sofrem de CEM.

A partir de dados da América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia, coletados em mais de 5.500 prontuários médicos identificados com a utilização dos critérios da “International Classification of Headache Disorders” (ICHD), foram descritas as classes farmacológicas mais associadas ao uso exacerbado de medicamentos, a taxa de falha na descontinuação, e os motivos para os pacientes não conseguirem interromper seus usos.

Após a análise dos dados, foi identificado entre os pacientes com CEM, que o uso excessivo de um combinado de analgésicos varia entre 17% e 71%, de triptanos entre 0% e 46%, de opioides entre 0% e 48% e de ergotamina entre 2% e 43%. Na América do Norte, em programas de pacientes com problemas para descontinuação medicamentosa, o uso excessivo de opioides está associado à 48% dos casos de CEM e os triptanos à 16%.

A taxa de pacientes que falham na interrupção da terapia medicamentosa durante um ano de tentativas varia entre 21% e 40%. Isso se dá por múltiplos motivos associados, tais como: distúrbios de humor, ansiedade, duração da CEM, a frequência de uso e o tipo de medicamento, assim como a incapacidade gerada pela cefaleia.

Por conta desse amplo espectro de motivos associados à CEM, muitos pacientes podem não ser identificados com esse diagnóstico, sendo ainda desconhecido o real peso clínico, social e econômico da CEM nos pacientes em tratamento para cefaleia, que, provavelmente, é subestimado.

Devemos, portanto, dar maior atenção a esse grupo de indivíduos, para que possamos identificá-los melhor e oferecer um suporte terapêutico mais adequado, incluindo uma abordagem medicamentosa e um suporte cognitivo-comportamental.

Referência:
Deighton, Alison;Acute Migraine Medication and Medication Overuse Headache: A Systematic Literature Review, Poster Session, abstract 090, AAN2021

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