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Finerenona reduz FA de início recente em pacientes com doença renal crônica e diabetes tipo 2

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Estudo FIDELIO-DKD, apresentado durante o ACC 2021, mostrou que medicamento garantiu proteção cardiorrenal em pacientes com DRC e DM2, independentemente de história prévia de FA 

Revisado por MDHealth

Pacientes com doença renal crônica (DRC) e diabetes tipo 2 (DM2) apresentam risco de fibrilação atrial ou flutter (FA) devido ao remodelamento miocárdio e alterações metabólicas/renais. Por sua vez, a DRC também pode levar a alterações no sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) que, como sugerem evidências recentes, podem produzir fibrose atrial e aumentar o risco para FA. Ainda, a DRC causa ativação simpática, um potencial gatilho para o aparecimento dessa arritmia. 

Dados de literatura evidenciam que pacientes com doença renal em estágio terminal têm maior risco de desenvolver FA. Em uma análise do estudo ARIC (Atherosclerosis Risk in Communities Study) foi observada que a função renal reduzida esteve fortemente associada a um maior risco de FA, sendo o mesmo risco, registrado para indivíduos com níveis elevados da relação albumina-creatinina urinária, um marcador de lesão renal. 

A finerenona, um novo antagonista seletivo dos receptores mineralocorticoides não esteroidal, inibiu a remodelação cardíaca em modelos pré-clínicos. Os pesquisadores examinaram o efeito da finerenona para novos casos de FA ou reincidência, em coorte de pacientes do estudo FIDELIO-DKD (Bayer AG; NCT02540993), um ensaio global incluindo pacientes com e sem história de FA. 

Desenho e Métricas do estudo 

FIDELIO-DKD randomizou pacientes com DRC e DM2 (1: 1) para finerenona oral ou placebo. Os pacientes elegíveis tinham uma relação de albumina na urina para creatinina ≥30-≤5000 mg/g com uma taxa de filtração glomerular estimada (eTFG) ≥25- <75 mL / min / 1,73 m2, com tratamento em doses otimizadas dos bloqueadores do SRAA. Eletrocardiogramas foram realizados na triagem, consulta inicial e visitas anuais de rotina. O desfecho primário composto (insuficiência renal, diminuição sustentada de ≥40% na eTFG desde o início ou morte renal) e o desfecho secundário (morte cardiovascular, infarto do miocárdio não fatal, acidente vascular cerebral não fatal ou hospitalização por insuficiência cardíaca). O estudo envolveu 48 países, com a participação de 13.911 pacientes que assinaram o termo de consentimento. 

Resultados 

Finerenona reduziu significativamente a incidência de FA de início recente, em pacientes sem história prévia em desfecho pré-especificado e adjudicada por comitê independente. O efeito da finerenona na FA de início recente não foi modificado pela idade, sexo ou outras características e variáveis aferidas no período de triagem. 

Figura 1. Finerenona reduziu significativamente a incidência de FA de início recente

 

Leg. Adaptado de: Gerasimos Filippatos et al., and the FIDELIO-DKD investigators. Finerenone And New Onset Of Atrial Fibrillation Or Flutter In Patients With Chronic Kidney Disease And Type 2 Diabetes. 21-LB-20911-ACC. Late-Breaking Clinical Trials V. 

 

Conclusões

Finerenona reduziu de forma significativa a incidência de FA de início recente no sexto mês, com manutenção dos resultados ao longo do estudo; e consistente em subgrupos de pacientes pré-especificados. Destaca-se ainda a proteção cardiorrenal em pacientes com DRC e DM2, de forma independente de história prévia de FA. 

Referências 

  1. AlvaroAlonso, Faye L Lopez, Kunihiro Matsushita, Laura R Loehr, Sunil K Agarwal, Lin Y Chen, Elsayed Z Soliman, Brad C Astor, Josef Coresh. Chronic kidney disease is associated with the incidence of atrial fibrillation: the Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC) study. Circulation. 2011 Jun 28;123(25):2946-53. 
  2. FilippatosG, Anker SD, Agarwal R, et al., on behalf of the FIDELIO-DKD Investigators. Finerenone and cardiovascular outcomes in patients with chronic kidney disease and type 2 diabetes. Circulation 2020;143:540-52.

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Dr. Henrique Tria Bianco
Graduação em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas. Doutorado em ciências da saúde (PhD), com área de concentração em cardiologia, pela UNIFESP. Pós Doutorado pela UNIFESP. Médico no setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular da UNIFESP
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